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Estudo Ioannidis: Taxa de mortalidade por infeção Covid-19 ronda os 0,15%

Um estudo recente indica que a taxa global de mortalidade por infeção (IFR) Covid-19 ronda os 0,15% – entre 1,5- 2,0 mil milhões de infeções até fevereiro de 2021.

Esta conclusão tem por base uma análise feita a seis avaliações sistemáticas que analisaram estudos de seroprevalência e estimaram o número total de pessoas infetadas ou as taxas de mortalidade por infeção agregada para o SARS-CoV-2.

Todas as avaliações, que contemplam dados combinados de entre 10 a 338 estudos (9 a 50 países), apontam para uma infeção muito disseminada a nível mundial, mas com diferenças substanciais na IFR e na propagação da infeção por continentes, países e locais.   

A média global da IFR ronda os:

  • 0,3%- 0,4% na Europa e nas Américas (~0,2% entre as pessoas não institucionalizadas residentes na comunidade)
  • 0,05% em África e na Ásia (excluindo Wuhan).

“Se novas vacinas e tratamentos prevenirem pragmaticamente as mortes entre os mais vulneráveis, teoricamente a taxa de mortalidade por infeção pode ficar abaixo de 0,1%.”

Europa

O estudo conclui que, na Europa, as estimativas da taxa de mortalidade por infeção foram provavelmente mais elevadas na primeira vaga em países como Espanha, Reino Unido e Bélgica e mais baixas em países como Chipre ou Ilhas Faroé (~0,15%), Finlândia (~0,15%) e Islândia (~0,3%). Andorra testou 91% da sua população (serológicos). Os resultados sugerem uma IFR muito inferior (menos de metade) àquela revelada pelos estudos realizados na vizinha Espanha. “Ou seja, a IFR pode ser ainda mais baixa.

EUA

Existem igualmente muitas diferenças dentro dos próprios países. Os Estados Unidos mostram isto mesmo – a IFR é substancialmente diferente nos distritos mais desfavorecidos de Nova Orleães face às várias zonas de Silicon Valley.

Estas diferenças são promovidas pela estrutura etária da população, pela população nos lares de idosos, pela eficaz proteção das pessoas mais vulneráveis, pelos cuidados médicos e recurso a tratamentos eficazes ou prejudiciais, genética, entre outros fatores.”

Expectativa

Ainda assim, o relatório sublinha que “existem ainda incertezas tanto sobre a eficácia das novas opções no mundo real, como o curso pandémico e pós-pandémico dos surtos de SARS-CoV-2 ou a sua reincidência sazonal”.

A IFR dependerá dos cenários e das populações envolvidas. Por exemplo, “mesmo os coronavírus da “constipação comum” têm uma taxa de mortalidade por infeção de cerca de 10% quando existem surtos nos lares de idosos.

O estudo

As estimativas da propagação comunitária e da taxa de mortalidade por infeção da Covid-19 têm variado de estudo para estudo, e os esforços para sintetizar as provas chegam a conclusões aparentemente discrepantes. Este relatório identificou seis avaliações sistemáticas elegíveis com dados combinados de entre 10 a 338 estudos (9 a 50 países).

O documento explica que foram identificadas avaliações sistemáticas de estudos de seroprevalência que não tinham restrições baseadas no país e que estimavam o número total de pessoas infetadas e/ou IFRs agregadas. Foram extraídas e comparadas informações sobre critérios de elegibilidade, pesquisas, quantidade de provas incluídas, correções/ajustamentos da seroprevalência e contagens de mortes, sínteses quantitativas e tratamento da heterogeneidade, principais estimativas e representatividade global.

A maioria da evidência vem da Europa ou das Américas.

Este estudo vem na sequência da sua anterior publicação na OMS, que estimou uma letalidade de 0,23%.

No entanto, o autor salientou nessa altura que utilizou maioritariamente amostras de zonas com taxas de letalidade altas e que, por isso, a letalidade global “poderia ser mesmo substancialmente inferior”.

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