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Portugal com nota baixa em literacia financeira, mas acima da média da OCDE

Os portugueses têm apenas um nível básico de conhecimentos financeiros e são pouco ativos na gestão que fazem do seu dinheiro e poupanças, de acordo com o 2020 International Survey of Adult Financial Literacy, da OCDE. O nosso país teve apenas 62,3%, mas ainda assim ficou acima da média e não muito longe de alguns países com economias mais fortes, como a Alemanha (66,1%).

A tabela espelha muitas disparidades. Itália (53%), Roménia (53,4%) e Colômbia (53,5%) foram os países que registaram as pontuações mais baixas. No topo desta tabela estão Hong Kong (71%), Eslovénia (70%) e Áustria (68,5%). Mas mesmo as percentagens mais elevadas registadas neste estudo traduzem um “nível básico de conhecimentos financeiros” e “comportamentos e atitudes financeiramente conservadoras” em termos de gestão de dinheiro e poupanças a longo-prazo. A pontuação média fixou-se nos 60,5%, mas metade dos países ficaram abaixo dos 60%.  

Portugal com fracos conhecimentos financeiros

Apenas 26% do total de inquiridos responderam corretamente a questões sobre conceitos cruciais que afetam a gestão básica do dinheiro e poupanças. Medindo apenas a componente do conhecimento, Portugal surge como um dos países com menos conhecimentos financeiros (42,8%), ficando mesmo abaixo da média total (52,5) e da média da OCDE (56,8).

Nas questões centradas em conceitos básicos sobre poupança, planeamento a longo prazo, vigilância e controlo sobre as finanças pessoais, apenas 49% dos inquiridos conseguiram atingir o objetivo mínimo de pontuação.

Portugal é um dos países que mais controla o seu património financeiro e que mais pondera os gastos.

O estudo diz ainda que 28% do total da amostra admitem ter uma “almofada financeira” para cerca de uma semana, se perderem o seu rendimento principal. Cerca de 25% relatam que seriam capazes de se sustentar durante cerca de um mês, 15% entre três meses e seis meses, e 18% durante mais de seis meses.

“Estes resultados sublinham que muitos cidadãos carecem da necessária literacia financeira e resiliência financeira para lidar eficazmente com a gestão financeira quotidiana. Isto é particularmente relevante agora, no desenrolar de uma crise que surge como consequência da pandemia e que vai impor consideráveis pressões económicas e financeiras sobre os indivíduos.”

O estudo analisa a literacia financeira com base em três componentes – conhecimento, comportamento e atitude.

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