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Diretores OMS e UNICEF: crianças não são motores de transmissão, escolas devem abrir com urgência

Numa publicação da OMS intitulada “A reabertura de escolas não pode esperar”, os autores argumentam que a evidência aponta para não existirem grandes justificações para o encerramento de escolas. Por outro lado, os custos do seu fecho são demasiado elevados para as crianças e para a sociedade.

O artigo tem como autores o diretor regional da OMS para o Pacífico Ocidental e a diretora Regional da UNICEF para o Leste Asiático e Pacífico. Analisa a evidência disponível sobre o papel das escolas e das crianças (em geral) na pandemia. Aborda, igualmente, as consequências para os jovens do seu fecho.

Crianças com baixo risco pessoal e de transmissão na comunidade

Os responsáveis relembram:

“As evidências desde o início da pandemia mostram que a COVID-19 não representa um alto risco para as crianças e que as escolas não são motores de transmissão na comunidade circundante.”

Afirmam mesmo:

“Globalmente, as crianças representam uma proporção muito pequena dos casos COVID-19 confirmados. Crianças em idade escolar primária e mais jovens estão entre os grupos menos prováveis ​​de serem infetadas. E mesmo quando contraem COVID-19, tendem a ter sintomas mais leves do que os adultos (razão pela qual não contribuíram significativamente para a proporção de casos hospitalizados ou mortes reportadas.”

Salientam também que o conhecimento acumulado sobre como reduzir os riscos, deve ser usado para permitir reabrir escolas em segurança e proteger o futuro dos jovens.

Custos do fecho de escolas

Os diretores da OMS e da UNICEF referem os naturais prejuízos a nível das aprendizagens e do desenvolvimento dos jovens, das desigualdades e das perspetivas de rendimentos no futuro.

Mas os autores do documento elencam outros efeitos negativos como:

– O aumento da ansiedade, da depressão e da auto-mutilação;

– A solidão, a dificuldade de concentração e os altos níveis de ansiedade de aprendizagem;

– A redução da atividade física, hábitos alimentares inadequados e padrões de sono descontinuados;

– O aumento do risco de violência doméstica e de danos relacionados com a atividade online

– A impossibilidade de recorrer ao local primordial (Escolas) para se identificar e relatar abusos e problemas de saúde mental

 Apelo à reabertura das Escolas

Os autores fazem assim um apelo veemente à abertura, principalmente das escolas primárias e pré-primárias (dado que a evidência aponta para que a transmissão por adolescentes possa ser mais semelhante à de adultos).

Consideram que existem sempre riscos mas que estes podem ser “geridos através de estratégias robustas de mitigação”.

Concluem com o resumo da sua mensagem:

“Enquanto os riscos relativamente baixos de as crianças frequentarem a escola são facilmente administrados, as consequências de mantê-las fora das salas de aula são graves e de longo alcance. É hora de os portões da escola se reabrirem.”

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