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Nova Zelândia: Vírus VSR atinge bebés e sobrecarrega hospitais

A Nova Zelândia está a viver uma situação delicada com um pico de infeções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um vírus comum que normalmente dá sintomas de constipação.

Hospitais de todo o país estão a adiar cirurgias e a criar capacidade extra para bebés afetados. Muitos estão em unidades de cuidados intensivos ou precisam de oxigénio para auxiliar a respiração.

Foi reportado que as visitas semanais com VSR a seis grandes hospitais passaram de 204 para 538 numa semana.  

O professor Cameron Grant, um pediatra geral disse, em entrevista a uma uma rádio nacional, que os bebés nascidos na Nova Zelândia no ano passado não foram expostos ao VSR devido ao lockdown e ao fecho de fronteiras.

“Esses bebés, como todos os bebés nascidos este ano, serão infetados com VSR pela primeira vez este ano. Portanto, o número de bebés com a primeira infeção duplicará e, por isso, ficarão realmente doentes”.

Acredita-se que o vírus tenha vindo da Austrália, onde também tinha sido reportado um grave surto de VSR (nomeadamente no estado de Vitória, conhecido pelos confinamentos adotados para combater a Covid-19).

Vários especialistas têm-se referido ao perigo deste fenómeno conhecido como “dívida de imunidade” que ocorre quando se suprime a normal transmissão de doenças contagiosas. Assim, se a curto prazo se pode conseguir diminuir alguns dos efeitos negativos dessa transmissão, a longo prazo podem-se criar efeitos indesejados. Um desses efeitos é a menor imunidade nas crianças, por exemplo contra infeções bacterianas e virais. Isso poderá levar a surtos maiores no futuro.

O vírus sincicial respiratório (VSR)

O VSR é um dos vírus respiratório que, além de causar tosse e constipações, é a causa mais comum de bronquiolite em bebés. Num ano normal, mais de 60% das crianças são infetadas no seu primeiro ano de idade e mais de 80% até aos 2 anos.

Apesar de normalmente benigno, em casos raros pode provocar pneumonia e até morte. Os bebés (com menos de um ano) e os idosos são os grupos com maior risco. Um estudo (2010) estimou que em 2005 foram internadas mais de três milhões de crianças devido ao vírus. Terão morrido entre 66 e 199 mil, na esmagadora maioria nos países em desenvolvimento.

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