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Efeitos das medidas- 10 perguntas que ficaram por responder

Para combater a pandemia foram tomadas medidas inéditas em democracias ocidentais. No entanto, não está a ser feita uma rigorosa avaliação dos seus resultados, quer os esperados (positivos) quer os indesejados (negativos).

Muitas das medidas foram decididas sem suporte científico sólido, como a obrigatoriedade de máscaras na comunidade ou os confinamentos.

Especificamente em Portugal, foi ignorado o órgão legalmente constituído para aconselhar e fundamentar decisões em situações de “surtos epidémicos de grande escala e pandemias”- o Conselho Nacional de Saúde Pública.

Em alternativa, foram nomeados “especialistas” que, na sua grande maioria, não possuem currículo relevante em áreas como a epidemiologia.

Alguns, com mais currículo, apresentam evidentes conflitos de interesse exatamente nas áreas em que aconselham, sem que os declarem quando as abordam publicamente.

Com frequência formulam teorias sem um claro suporte histórico ou científico. Desprezam dados como: os efeitos da sazonalidade, da imunidade adquirida por infeção natural, da não suscetibilidade de toda a população, da baixa gravidade da doença em jovens, entre outros.

Presidente da Republica, governo e políticos, em geral, também se têm pronunciado publicamente sobre medidas a tomar, sem que apresentem bases científicas para sustentar tais posições.

Em geral, parecem sobrevalorizar o papel de certas intervenções e menosprezar as suas consequências indesejáveis.

Essas debilidades exigiriam um esforço reforçado de validação das medidas aplicadas, até porque muitas delas têm efeitos colaterais graves, ou mesmo dramáticos.

Surpreendentemente, tal não acontece. Mais do que isso, não parece existir empenho para o fazer acontecer.

Ficam por isso, também aqui várias perguntas por responder.

  1. Qual o efeito previsto dos dois confinamentos e dos dois desconfinamentos? As previsões confirmaram-se?
  2. Qual o efeito previsto da obrigatoriedade do uso de máscaras? As previsões confirmaram-se?
  3. Qual o efeito previsto de medidas que foram sendo implementadas e retiradas (recolher obrigatório a certas horas, horários reduzidos de atendimento ao público, proibição de circulação entre conselhos)? As previsões confirmaram-se?
  4. Quais as consequências das medidas, e da estratégia de comunicação da doença, na saúde geral dos portugueses?
  5. Quais os efeitos das medidas como o encerramento de serviços de saúde, e da estratégia de comunicação da doença, em doentes oncológicos, com doenças crónicas ou com doença cardiovascular?
  6. Quais os efeitos das medidas, e da estratégia de comunicação da doença, nos nossos jovens ao nível da educação, saúde e desenvolvimento?
  7. Quais os efeitos das medidas, e da estratégia de comunicação da doença, nos mais idosos e nas populações mais desfavorecidas?
  8. Que medidas foram mais eficazes e que medidas foram menos eficazes? Quais tiveram efeitos colaterais mais graves?
  9. Qual a previsão das consequências da resposta dada na capacidade de investimento na prevenção e no tratamento de doenças no futuro?
  10. Continuar-se-ão a aplicar este tipo de medidas para situações semelhantes? Mesmo aquelas para as quais não existam evidências que as suportem ou até existam evidências da sua ineficácia?
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