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Vacinação e riscos de infeção da variante delta

Estudo revela que a vacinação reduz o risco de infeção da variante delta, mas o pico de carga viral é semelhante ao dos casos não vacinados, sendo que indivíduos vacinados podem transmitir eficazmente a infeção em ambientes domésticos.

Ensaio realizado, no Reino Unido, analisa transmissão comunitária da carga viral da variante delta do SARS-CoV-2, em indivíduos vacinados e não vacinados.

Entre 13 de setembro de 2020 e 15 de setembro de 2021 foram reportados no Reino Unido, 602 contactos comunitários (identificados pelo sistema de rastreio de contratos do Reino Unido) para a avaliação da transmissão e contagiosidade da Covid-19. 

Esses contactos resultam de 471 casos de Covid-19. Os participantes contribuíram com 8.145 amostras do trato respiratório superior de amostras diárias, durante até 20 dias.

Risco de transmissão

No estudo, os investigadores analisaram o risco de transmissão por estado de vacinação para 231 contactos expostos a 162 casos de infetados pela variante delta, epidemiologicamente ligados. Foram comparadas as trajetórias de carga viral de indivíduos totalmente vacinados com infeção delta (n=29), com indivíduos não vacinados com infeção pelas variantes delta (n=16), alfa (n=39), e pré-alfa (n=49).

Análise epidemiológica

Os resultados primários usados para a análise epidemiológica foram a taxa de ataque secundário (SAR) em contactos domésticos estratificados pelo estado de vacinação por contacto e o estado de vacinação dos sujeitos.

Os resultados primários para a análise cinética da carga viral foram baseados na deteção de diferenças no pico de carga viral, taxa de crescimento viral e taxa de declínio viral entre os participantes, de acordo com a variante SARS-CoV-2 e o estado de vacinação.

Dados comparativos

A SAR em contactos domésticos expostos à variante delta foi de 25% para indivíduos totalmente vacinados em comparação com 38% em indivíduos não vacinados. A mediana do tempo entre a segunda dose de vacina e o recrutamento do estudo em contactos totalmente vacinados foi mais longa para indivíduos infetados (mediana de 101) do que para indivíduos não infetados (64 dias).

A SAR entre os contactos domésticos expostos a casos totalmente vacinados foi semelhante aos contactos domésticos expostos a casos não vacinados (25% para os vacinados e 23% para os não vacinados). 12 (39%) das 31 infeções em contactos domésticos totalmente vacinados surgiram de casos epidemiologicamente ligados, confirmados por análise genómica e virológica em três pares de casos de contacto.

Conclusões finais

Segundo as principais conclusões do estudo, a vacinação reduz o risco de infeção da variante delta.

Os indivíduos totalmente vacinados com infeção pela variante delta tinham uma taxa média de declínio da carga viral mais rápida. 

No entanto, os indivíduos totalmente vacinados com infeções de rutura têm um pico de carga viral semelhante ao dos casos não vacinados e podem transmitir eficazmente a infeção em ambientes domésticos, incluindo os contactos totalmente vacinados. 

As interações hospedeiro-vírus no início da infeção podem moldar toda a trajetória viral. 

Fonte: The Lancet – Infectious Diseases

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