O mundo apresenta valores mínimos do número de incêndios, de área ardida e de anomalias térmicas relacionadas, desde há pelo menos 13 anos. Apesar da grande cobertura mediática de incêndios regionais recentes, como os da Califórnia ou do Havaí, e do seu suposto aumento devido às alterações climáticas, a redução ocorre em todos os grandes continentes, com particular destaque para o Africano. E mais, não obstante naturais variações ao longo do tempo e de muitos modelos preverem o aumento significativos de incêndios, dados reais demonstram, pelo contrário, uma tendência significativa de diminuição, desde há pelo menos 23 anos.
De acordo com os dados do GWIS, 2025 está bater recordes negativos, quer em número de fogos, quer em área ardida e anomalias térmicas.



Fonte: GWIS – Statistics Portal (área de interesse- Mundo)
Diminuição de incêndios nos grandes continentes
Além disso, o fenómeno acontece em todos maiores continentes. Em África, o continente com maior área ardida, estão-se a registar valores nunca registados nesta altura do ano desde 2012.

O segundo continente com maior área ardida historicamente, a América, também regista valores perto dos mínimos históricos.

Também a Ásia regista uma forte quebra da área ardida, que atinge valores próximos dos mínimos registados (2012-2025).

Finalmente, a Europa apresenta igualmente valores próximos dos seus níveis mínimos históricos.

A Oceânia regista valores semelhantes à média da última década e valores abaixo dos restantes continentes analisados.
Tendência global de quebra nos incêndios florestais
Mas a tendência de quebra já vem de longe. Números oficiais, baseados em dados reais, revelam uma redução significativa da tendência global dos incêndios florestais nos últimos 12 anos.

Fonte: Global Wildfire Information System (2025), via Wildfires – Our World in Data (15/07/2025)
Se formos ainda mais atrás, podemos verificar que essa queda acontece há pelo menos 23 anos (desde 2002). Esta tendência é, aliás, facilmente verificada num outro gráfico do Our World in Data, que recua até 2002, e mostra uma acentuada queda global de área ardida até 2022.

Fonte: Global Wildfire Information System, via Annual area burnt by wildfires by region, 2002 to 2022 – Our World in Data (Mundo)
Comunicação social e fontes oficiais
Apesar destes dados, a cobertura mediática dos fogos florestais tem-se mantido intensa, bem como a sua ‘colagem’ às alterações climáticas.
A forte cobertura de grandes incêndios, como os da Califórnia ou do Havaí, tem sido usada para “demonstrar” o aumento geral destes fenómenos. Mesmo entidades como a ONU ou a Comissão Europeia têm sugerido que as alterações climáticas estariam a aumentar os fogos.
Ora, não só tal não se verifica, como nas últimas décadas, apesar de naturais diferenças, temporais e geográficas, a tendência global é de redução da área ardida no mundo.

Fontes: Comunicação social e ONU News
O Global Wildfire Information System
O Global Wildfire Information System (GWIS) reúne as fontes de informação existentes a nível regional e nacional. O desenvolvimento do GWIS é suportado pelas organizações parceiras e agências espaciais com o apoio da NASA.
Ver também:
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