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Estudos serológicos nacionais estimam 15,5% e 17% da população com anticorpos para a Covid-19

Em Portugal, cerca de 17% da população já terá anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2, de acordo com o novo Painel Serológico Longitudinal Covid-19 do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM).  Esta percentagem já inclui as pessoas infetadas e vacinadas. A percentagem estimada da população que terá anticorpos para a Covid-19 após infeção natural é de 13%.

O Inquérito Serológico Nacional Covid-19 do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) fala numa prevalência de anticorpos de 15,5%, a nível global, e de 13,5% conferida por infeção. O primeiro estudo, realizado entre maio e julho de 2020, estimou uma seroprevalência global de 2,9% de infeção.

População adulta ativa com mais anticorpos

Em relação às faixas etárias, ambos os estudos chegam à mesma conclusão: a seroprevalência é mais elevada na população adulta em idade ativa e mais baixa no grupo entre os 70 e os 79 anos. O estudo do iMM mostra inclusive que a população com menos de 18 anos é aquela que revela maior percentagem de anticorpos numa população não vacinada.

O relatório do INSA indica apenas que “a seroprevalência estimada para os grupos etários abaixo dos 20 anos não é inferior à da população adulta”.

Nível de anticorpos estável 6 meses depois

O estudo do iMM revela ainda que, seis meses depois, os níveis de anticorpos presentes nos participantes que tiveram resultado serológico positivo no estudo de setembro/outubro mantêm valores muito semelhantes.

O nível de anticorpos detetados nas pessoas após a vacinação é elevado. “Os valores observados comparam-se aos valores que se observam no pico da infeção natural por SARS-CoV-2.”

A estimativa de infetados por SARS-CoV-2 em Portugal é agora 1.7 vezes maior do que o número total de casos positivos registados:

 – O total de casos de COVID-19 (confirmados) pelo Boletim da DGS até 15 de fevereiro é de 787 059

– A estimativa do número de infetados é de 1 339 000

O aumento significativo da testagem nos últimos meses de 2020 e início de 2021 pode ter ampliado a capacidade de rastreio dos casos positivos incluindo as infeções assintomáticas”, explica o relatório.

Os estudos

O Painel Serológico Longitudinal COVID-19 decorreu entre 1 e 17 de março de 2021 em Portugal continental e ilhas. Os resultados provisórios fornecem uma estimativa da seropositividade da população Portuguesa ao vírus SARS-CoV-2, no global, por região e por grupo etário, através da proporção da população do estudo que, por determinação serológica, desenvolveu anticorpos contra o vírus.

Estes resultados permitem estimar a prevalência da infeção por SARS-CoV-2, bem como a percentagem da população que terá anticorpos para a Covid-19 incluindo pessoas infetadas e vacinadas.

Dado que a produção de anticorpos aumenta a partir do momento da infeção e podem ser necessárias duas semanas para os detetar numa amostra de sangue através de um teste serológico, os resultados referem-se a pessoas que terão sido infetadas (ou vacinadas) até meados de fevereiro de 2021.

O estudo foi feito pelo Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM), a Sociedade Francisco Manuel dos Santos (SFMS) e o grupo Jerónimo Martins (JM). Conta também com o apoio institucional da PORDATA.

A segunda fase do ISN COVID-19 foi desenvolvida e coordenada pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em parceria com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos, Associação Portuguesa de Analistas Clínicos e com 33 Unidades do Serviço Nacional de Saúde. Foi analisada uma amostra de 8.463 pessoas residentes em Portugal, recrutadas entre 2 de fevereiro e 31 de março de 2021.

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