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Estudo Oficial UK: 5% dos casos Covid reportam algum sintoma após 3 meses contra 3,4% do grupo controlo

Segundo um estudo realizado pelo ONS,

Os participantes foram questionados sobre se experimentaram algum de 12 sintomas: febre, dor de cabeça, dor muscular, fraqueza/cansaço, náusea/vómitos, dor abdominal, diarreia, garganta inflamada, tosse, falta de ar, perda de sabor e perda de olfato.

Foi constituído um grupo de controlo composto por participantes que nunca tinham testado positivo para infeção ou para anticorpos.

Resultados no grupo dos dois aos 16 anos

Nestes grupos existiram poucas diferenças (absolutas) na prevalência de sintomas (reportados) entre infetados e o grupo de controlo.

No escalão dos 2 aos 11 anos, o valor foi mesmo inferior ao grupo de controlo, em qualquer dos períodos analisados.

Por outro lado, entre os 12 e os 16 anos, a diferença relativa é grande (mais do dobro entre as 12 e as 16 semanas), embora as margens de erro ainda se sobreponham.

Resultados no grupo dos 17 aos 24 anos

Entre as quatro e as oito semanas, existe uma diferença da prevalência de sintomas em indivíduos dos 17 aos 24 anos. Isto apesar de as margens de erro do estudo ainda se sobreporem (entre infetados e o grupo de controlo).

Curiosamente, o valor estimado entre as 12 e as 16 semanas é exatamente igual, o que sugere não existir qualquer aumento de sintomas após as 12 semanas.

Resultados no grupo dos 25 aos 34 anos

No escalão dos 25 aos 34 anos, existe um maior número de sintomas reportados entre infetados que no grupo de controlo. Tal acontece quer entre as quatro e as oito semanas quer entre as 12 e as 16 semanas.

Ainda assim, as margens de erros do estudo sobrepõem-se em qualquer dos períodos.

Resultados no grupo dos 35 aos 49 anos

No escalão dos 35 aos 49 anos, entre as quatro e as oito semanas existe um número de sintomas reportados muito superior (mais do dobro) nos infetados em relação ao grupo de controlo,

Já entre as 12 e as 16 semanas, esse valor baixa significativamente e a diferença entre os dois grupos é de apenas um por cento (com sobreposição das margens de erro).

Resultados nos grupos dos 50 aos 69 anos e dos mais de 70

Nos grupos a partir dos 50, existe, em ambos os casos, um número de sintomas reportados muito superior (mais do tripo) dos infetados em relação ao grupo de controlo, entre as quatro e as oito semanas.

Já entre as 12 e as 16 semanas, esse valor baixa significativamente, mas a diferença continua a ser significativa.

Source: Office for National Statistics – Coronavirus Infection Survey – Technical article: Updated estimates of the prevalence of post-acute symptoms among people with coronavirus (COVID-19) in the UK: 26 April 2020 to 1 August 2021

Conclusão dos autores

Os autores descrevem os resultas de uma forma geral:

“Entre os participantes do estudo com COVID-19, 9,4% reportaram qualquer um dos 12 sintomas quatro a oito semanas após a infeção (com base em respostas de 15.061 participantes), enquanto 5,0% reportaram sintomas às 12 a 16 semanas (em 12.611 participantes) (Figura 1).”

“Estas percentagens foram estatisticamente mais  elevadas do que no grupo de controlo, sugerindo que a prevalência dos sintomas após a infeção COVID-19 é maior do que a prevalência de fundo destes sintomas na população em qualquer momento. A diferença de prevalência manteve-se estatisticamente significativa entre 20 e 24 semanas.”

Limitações

Apesar das melhorias deste estudo em relação a outros, os autores reconhecem-lhe algumas limitações. Entre elas, a de não se saber se quem teve Covid terá, de alguma forma, maior tendência para percecionar (ou relatar) sintomas associados.

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