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Estudo não encontra diferenças cardiovasculares após Covid moderada

Um estudo prospetivo, realizado em profissionais de saúde, comparou possíveis alterações cardíacas em “infetados Covid” com um grupo de “não infetados” de características semelhantes. Após seis meses foi feita uma rigorosa análise e não se detetou qualquer diferença entre os grupos.

Com o objetivo de investigar os efeitos na função cardíaca da Covid-19 após a infeção, foram recrutados 74 indivíduos seropositivos (teste sanguíneo positivo à Covid) e 75 seronegativos como grupo de controlo (idade, sexo e etnia semelhantes).

Ambos os grupos foram avaliados quanto à estrutura e função cardíaca, nomeadamente através de ressonância magnética cardiovascular e de biomarcadores sanguíneos.

Conclusões

Este estudo revela que pessoas saudáveis têm anomalias cardiovasculares com frequência.

No entanto, essa frequência não é superior em quem teve SARS-CoV-2, há seis meses,  em comparação com quem não teve.

Ou seja, nesta população a Covid-19 leve não teve qualquer impacto cardiovascular detetável.

Forças e limitações do estudo

Estes resultados apenas podem informar sobre o impacto da doença em indivíduos com características semelhantes, isto é, dos 18 aos 69 anos de idade e com baixos níveis de comorbilidades.

Também diz respeito a infeções leves a moderadas, após seis meses de infeção, e não aos efeitos cardiovasculares pós-grave infeção hospitalizada.

Contudo, apresenta vários pontos fortes como: recrutamento prospetivo, grupo de controlo ajustado ou análise cega.

Os estudos iniciais sobre as sequelas da Covid foram em geral de baixa qualidade, normalmente baseados em relatos retrospetivos e sem os essenciais grupos de controlo.

Estudos com desenhos semelhantes representam passos importantes para se conseguir evidência fidedigna e um melhor conhecimento sobre a doença.

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