Há 5 anos que as autoridades desinformam a população – agora é notícia

Fonte: Recorte de https://www.facebook.com/photo/?fbid=1472772330914334&set=a.787268396131401

Uma notícia do jornal Sol reporta que os responsáveis políticos e sanitários induziram em erro os cidadãos. Salienta que, em público garantiram, vezes sem conta, que as vacinas contra a covid-19 eram eficazes e seguras. Não obstante, nos bastidores o Estado português assinou pelo menos 17 contratos com farmacêuticas nos quais assumiu formalmente dúvidas e incertezas – não só quanto aos seus efeitos adversos, mas também quanto à sua efetividade.

O problema é que isso não é novo, existiram coisas bem mais graves e os média, entre os quais o jornal Sol, contribuíram repetida e afincadamente para a desinformação generalizada da população sobre este tema.

Em primeiro lugar, os próprios dados dos reguladores e das farmacêuticas reconheciam riscos identificados e a incerteza sobre os desconhecidos.

Apesar do secretismo e das tentativas de ocultação, várias fugas de informação também revelaram essas mesmas incertezas nos contratos com as farmacêuticas.

Logo em janeiro de 2021, foi revelado o contrato da Pfizer com a Albânia, que circulou amplamente em plataformas de transparência e em alguma imprensa estrangeira. Nele podia-se ler que «os efeitos a longo prazo e a eficácia da vacina ainda não são conhecidos» e que “podem existir efeitos adversos que ainda não são conhecidos”.

Também no plano nacional, os dados oficiais nunca estiveram ausentes. Os dados publicados pelo Infarmed de 8.518 casos de reações graves e de 142 mortes suspeitas não são novidade, apesar de muito pouco divulgados pela generalidade dos grandes média.

Estando, aliás, em sintonia com o explodir de casos reportados em todo o mundo e de inúmeros estudos que apontam para reações adversas graves sem precedentes.

A novidade não é, pois, a informação. Quem está minimamente informado, sabe que o estado e as autoridades de saúde enganaram sobre este e sobre muitos outros temas ligados à covid.

A novidade é a imprensa não independente (que é subsidiada pelo estado) divulgar essa informação.

E quando isso é a novidade, algo está mal, muito mal.

O poder tende a desviar-se dos interesses das populações, quer seja por corrupção, por ideologia ou por incompetência. Ora, o papel essencial dos média é exatamente escrutiná-lo a ele e aos interesses que o influenciam, de uma forma isenta, sem ativismo e com abordagens diversas.

O que assistimos durante a crise covid foi exatamente o contrário. Os média, e os seus especialistas, ao invés de escrutinarem, promoveram propagandisticamente políticas governamentais de índole totalitário e produtos farmacêuticos de eficácia e segurança questionáveis.

A cobertura da vacinação levou a mais uma onda de desinformação em massa, com a transmissão de constantes informações falsas ou enganadoras sobre a sua segurança e eficácia, à luz do que já era conhecido na altura.

Médicos, altamente financiados pelas grandes farmacêuticas fornecedoras do estado e da UE, espalharam alarmismo e desinformação sem qualquer escrutínio pelos grandes média.

E, infelizmente, pelo que vemos em relação a temas de saúde e a outros, artigos como o do Sol serão cada vez mais uma exceção.

Ainda que seja de louvar este artigo em particular, quando a imprensa chega cinco anos depois, já não está a escrutinar o poder na altura devida, nem a ajudar a população a tomar as decisões mais informadas.

O que esta notícia expõe, acima de tudo, não é apenas o comportamento das autoridades, mas o colapso do dever de vigilância da generalidade da imprensa.

Ver também:

Conflitos de interesse em tempos de pandemia – The Blind Spot

Editorial: Informar em tempos de ocultação e manipulação de dados – The Blind Spot

Rapazes dos 16-24 anos têm 20 vezes mais probabilidade de ter miocardites após toma de vacinas diferentes – The Blind Spot

Miocardite pós vacina covid: Maioria dos jovens apresenta lesões cardíacas persistentes – The Blind Spot

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ERC: Artigo do The Blind Spot que revela conflitos de interesse de Filipe Froes é de “inegável interesse público” – The Blind Spot

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